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domingo, 1 de fevereiro de 2015

Histórias ... "O Coelhinho Branco"

Depois de ouvir a história "O Coelhinho Branco", a Laura sugeriu fazermos fantoches para posteriormente representar a história.

Apresentada a ideia ao grupo todos aderiram com entusiasmo e...

foi altura de discutir os pormenores: que tipo de fantoches construir? quais os materiais  a utilizar? quem faz o quê?

Colocados materiais sobre a mesa, cada um foi escolher os materiais que necessitava para o seu fantoche.

 
(Mais uma vez o meu papel foi o de apoiar o trabalho deles, pondo questões para refletirem sobre alguns aspetos práticos _ "... o boi deve ser mais pequeno ou maior do que a cabra cabrês?", " o que faltará na cabeça do boi?", ajudando a colar aqui, dando uma sugestão ali...)

o boi












o gato
cá estão os fantoches (inacabados, falta colocar o suporte para os movimentar)




o cão
a formiga Rabiga
o coelhinho branco

a cabra cabrês
estão agora a construir o cenário

e depois vamos fazer as falas e ensaiar para fazer um espectáculo para os amigos que têm estado doentes e não ouviram a história. (em alguns dias só estiveram na sala 10 crianças).

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Carnaval II - Mascarilhas

Este ano, ficou decidido pedir às famílias que fizessem os fatos de Carnaval com aproveitamento de materiais. Desta forma, não é necessário gastar dinheiro na compra de um fato e reforçamos junto das crianças que podemos (e devemos) reciclar e reutilizar. A escolha do fato é livre, devendo apenas ter um adereço feito com aproveitamento de cortiça (no âmbito do projecto GreenCork).

No JI fizemos mascarilhas, em que apenas foi dada a base em napa (aproveitamento de pedaços de napa) e as crianças escolheram a cor base e fizeram o seu projecto individual em papel para depois reproduzir.






Desta forma aprendem  a estruturar o pensamento, habituando-se a planear antes de fazer. Valoriza-se o pensamento e a reflexão, tão necessários ao longo da vida.

E eis o nosso Arlequim,  pronto e agora de mascarilha...

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Mais um habitante...

(De que forma se trabalham  as orientações curriculares que norteiam o trabalho no JI?... e as áreas de desenvolvimento com cada criança?
Algumas vezes irei explicar o "porquê" ou o "como" das atividades que vou postando, de forma a que todos possam compreender de maneira mais exata os objectivos do trabalho que é realizado com os filhos e educandos).

Chegou no dia 15 mais um habitante para a nossa sala.
Veio dentro de um saco de plástico, com água e bem fechado para não entornar nem deixar sair o novo ser vivo que vem morar na nossa sala. Foi a Cristina quem o trouxe.

Já adivinharam do que se trata?
Sim, é um peixinho! Um lindo peixinho cor de laranja e branco, com grandes barbatanas e uma cauda transparente.

A Cristina arranjou-nos um grande problema!
-  Onde iríamos pôr o peixinho se não temos aquário?
O grupo discutiu o assunto e alguém deu a sugestão de fazermos um aquário.
-  Mas como? Com o quê?
Como alguns meninos têm peixes em casa, informaram como arranjaram os seus aquários: a mãe comprou.... o pai construiu com vidro  e cola especial... é uma banheira de bebé.... um alguidar...
A partir daí surgiram várias ideias:  com uma taça de plástico....com cartão... e a Quina sugeriu a ideia que acabou por ser a que todos aceitaram - com um garrafão de plástico. Discutimos como se iria fazer e a Adriana teve a melhor ideia para aproveitar o garrafão de forma a que o peixinho tivesse o máximo de espaço.
Temos conchas e búzios na sala, a Cristina trouxe pedrinhas e fizemos uma casa deliciosa para o peixinho.


( é importante que as crianças equacionem os problemas, se habituem a procurar soluções, pensando e discutindo entre si as vantagens ou desvantagens e a viabilidade das mesmas. Por outro lado, foi também intenção que percebessem que nem tudo o que queremos tem de ser comprado, nós podemos aproveitar- reutilizar - materiais e mesmo reciclá-los alterando-os de acordo com a nova função que lhe pretendemos dar)

Resolvido este problema apareceu outro:
- Que nome daríamos ao peixinho?

Os meninos sugeriram nomes, a Quina escreveu-os e no final votámos para escolher o que a maioria gostava mais. E foi assim que foi batizado de  Princesa - Princesa Peixinha (pensamos que é uma fêmea)

(Faz parte do crescimento aprender dar e a ouvir opiniões, perceber como funciona a sociedade e habituar-se desde cedo a respeitar a opinião da maioria, principalmente quando difere da nossa)

Hoje decidimos que a nossa sala vai ser a sala dos peixinhos. Como estamos a fazer as pastas para os trabalhos, escolhemos desenhos de peixinhos e pintámo-los de acordo com a forma como queremos que fiquem na pasta (A pasta é feita em napa e o peixinho vai ser aplicado também em napa de um dos lados).

( Cada criança pode decidir qual o peixe que quer e as cores que irá ter. Por outro lado, ao pintar o peixe está a aprender os rudimentos da planificação de um trabalho. - primeiro planeio e depois aplico).

A educadora colocou sobre a mesa de trabalho pedaços de napa das cores que há para fazer os peixes e as crianças de 4 e 5 anos escolheram os lápis para pintar de acordo com essas cores; antes de começar a colorir, as crianças de 3 anos identificaram as cores dos pedaços de napa e seleccionaram os lápis de cada cor, fazendo um grupo de lápis debaixo da cor respetiva.







( Desta forma  trabalharam o conhecimento das cores - identificaram a cor, o nome da mesma, seleccionaram os lápis e agruparam-nos de acordo com uma característica).


domingo, 28 de outubro de 2012

Medidas e números

Depois das atividades com as balanças, as meninas de 5 anos, recordaram que ainda não nos tínhamos medido este ano. Quando fomos para o fazer descobrimos que e nossa fita métrica estava em mau estado. Foi necessário construir outra e as meninas mais velhas puseram mãos à obra com ajuda da educadora.
Escolhido o material em que se iria fazer, distribuiram-se as tarefas:
A educadora fez as medições iniciais, a Débora fez o risco com a régua unindo as marcações na cartolina que iria servir de base, a Marta cortou a tira necessária para aplicar os números, a Filipa colou, ajudada pelas amigas.



Era  necessário decidir como se iria fazer para colocar os números na régua e as meninas foram  buscar a caixa dos números recortados e começaram a  selecioná-los.

 Surgiu outro problema: Não sabiam compor os números até 140 (altura total da fita).  A educadora sugeriu que fizessem uma linha  com os números de 0 a 9 e que por baixo do 0 pusessem o 10 (seria a fila do 10, portanto todos os números iam iniciar por 1) acrescentando-se o número que estava por cima na primeira fila, chegados ao final da fila começava-se outra começada por 2 (fila do 20)...
A Débora ficou um bocadinho calada e depois exclamou: "E a outra fila começa por 3, a outra por 4.... já percebi!" E o trabalho continuou...



A fita métrica levou muito tempo a fazer e só no outro dia à tarde foi possível medir os meninos. (a partir de certa altura, marcaram-se todos os "risquinhos" mas só de 10 em 10 se colaram os números).




Mais uma vez a Débora se destacou porque é também a mais alta do grupo (além da mais pesada).A mais pequenina é a Maria João.

Fizemos uma "escadinha", ou seja, os meninos fizeram uma fila começando no mais alto e terminando no mais baixo.
"Lá em casa eu e os meus irmãos também somos "uma escadinha". O Tiago é o mais alto, a Bianca é média e eu sou a mais baixa" - observou a Débora.
Analisado o registo das medições, puderam perceber quanto tinham crescido desde a entrada no JI. Todos cresceram imenso!
Depois cada um fez o registo individual da sua altura.











Para que as meninas mais velhas percebessem melhor como se compõem os números, a educadora apresentou-lhes uma tabela, que elas quiseram logo preencher.

Claro que não era obrigatório fazê-lo e duas das meninas preencheram apenas até ao final da fila do 30 (39), mas a Débora surpreendeu ao preencher a tabela até ao 99 (e num relâmpago!!)








terça-feira, 8 de maio de 2012

Ecoponto

Já há algum tempo tínhamos iniciado a reformulação do nosso ecoponto, que já estava velho e um bocadinho desorganizado. Para além das coisas terem uma função, também gostamos que estejam bonitas e agradáveis, por isso, e também para os meninos mais novos compreenderem mesmo bem a importância de separar os lixos, resolvemos aprofundar as atividades em volta dos 3R's.

Os 3R's, querem dizer:
Reutilizar (ex: quando se gasta o que está numa embalagem, podemos utilizá-la para outra coisa - um frasco de feijão cozido pode servir para guardar berlindes)
Reciclar (ex: uma coisa pode servir para fazer outra nova - o frasco de feijão cozido pode ser pintado e transformar-se numa bonita jarra para pôr flores ou pode ser colocado no vidrão para ir para a fábrica e fazer vidro novo)
Reduzir (se fizermos alguma das coisas que dissemos em cima,  não deitamos o frasco para o lixo, por isso vai haver menos lixo. Vamos reduzir a quantidade de lixo que fazemos)

Bem, mas voltando a falar do ecoponto:
- levámos os baldes do nosso ecoponto para despejar e fomos visitar o ecoponto que há perto da igreja.
- conversámos bastante sobre cada contentor e descobrimos que há lá 1 novo - o cor de laranja, que é o oleão e serve para pôr o óleo já usado.
 - investigamos na internet 
- descobrimos um jogo com um ecoponto e a educadora imprimiu-o para cada um de nós fazer o seu (vai-se rodando o círculo de baixo, aparece um objeto do lado esquerdo e, do lado direito, o ecoponto onde se deve colocar . Ex: saco de plástico - ecoponto amarelo)
- fizemos o jogo
- o Afonso e a Lara trouxeram baldes de tinta (vazios!) e fizemos novos contentores para separar o lixo na sala.
Precisamos de medir os baldes e de usar a régua para marcar os riscos direitinhos.
Foi preciso planear muito bem e trabalhar em grupos para conseguirmos um bom resultado. Não foi muito fácil ao princípio. Cada um tinha uma tarefa e alguns meninos estavam mesmo sem ideias! E às vezes  também temos dificuldade em estar de acordo com quem é que faz o quê, pois queremos todos fazer o mesmo.






























Agora temos:
O senhor Papelão - para pôr o papel e o cartão 
O senhor Plasticão - para as embalagens de plástico e de  lata 
O senhor Pilhão - para as pilhas que gastarmos na sala e outras que vamos trazer de casa ( na sala não gastamos muitas, porque usamos quase sempre pilhas recarregáveis)
O senhor Lixão - onde colocamos os lixos que não podem ir para os outros contentores.
Também temos o Rolhinhas, onde guardamos as rolhas para entregar no final do ano letivo.

sábado, 24 de março de 2012

Banda desenhada

Vimos na internet uma história muito bonita sobre os ovos da Páscoa. Chama-se "O Segredo dos Ovos de Páscoa". No final conversamos bastante sobre o significado da história. Concluímos que falava sobre os sentimentos bons que as pessoas têm umas pelas outras . o amor, a amizade, os desejos de coisas boas para as pessoas de quem gostamos.
A Quina disse-nos que tinha aquela história, mas sem imagens, só com texto e que tinha gostado muito da forma como esta estava ilustrada. Conversámos então sobre ilustração de histórias e quais os tipos de ilustrações que cada um de nós mais gosta. Quase todos gostamos mais de desenhos cheios de cores e com
imagens grandes. Então a nossa educadora propôs que ilustrássemos a história que tínhamos ouvido.
"E que tal em banda desenhada?" - sugeriu.

"Banda desenhada é na televisão"
"Não é nada, isso é bonecos"


"Estou a ver que há aqui alguma confusão. Na televisão podemos ver desenhos animados, que é diferente. Nos desenhos animados os personagens mexem-se, na banda desenhada não..."
"Eu sei o que é banda desenhada, nós temos na biblioteca - acrescentou o Dinis -  posso ir lá buscar um livro?"

Bem, analisado o que é BD e as suas caraterísticas lançamos mãos à obra:

1º - relemos a história e dividimo-la em partes (cada parte fica num espaço "rodeado por uma linha", " "não tem de ser um quadrado, pois não?" e depois vai ser ilustrada);
2º - decidimos que não íamos desenhar, íamos procurar nas imagens que a net tem ("há desenhos bué "nitos";
3º -analisamos o texto para descobrir as imagens que eram necessárias;
4º - fomos pesquisar e foi fácil decidir porque facilmente chegámos a acordo ("senão votamos!");
5º - imprimimos as imagens (foi muito divertido porque imaginávamos que, de dentro da impressora, iam sair lagartixas, cobras e corujas a sério e todos fazíamos barulho. Descobrimos que a Quina "fica toda arrepiada" com osgas!)
6º - colorimos as imagens com lápis de cor e recortamo-las;
7º - a história estava cortada em pedaços e tivemos de a organizar na sequência correta para a colar nos espaços certos

8º - no final, cada menino colou no sítio correto as imagens correspondentes ao texto que já lá estava colado.



















(Quando a Quina nos perguntou que sinal é que se colocava no final da frase em que pergunta o que há dentro dos ovos da Páscoa, o Gonçalo disse muito depressa "É o sinal de mistério!")








quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Quadro de Atividades

Quando a nossa educadora fez a análise dos trabalhos individuais/livres do mês de Janeiro viu que havia meninos que tinham poucos trabalhos em algumas áreas. Já tinha falado connosco, chamando a atenção para que todos os meninos passassem por todas as áreas da sala e explicando porque é importante fazê-lo. Como a situação pouco se alterava, na reunião de grupo apresentou os dados que tinha e pediu para pensarmos sobre eles e arranjarmos em conjunto uma solução.

Sugestões:
- Os adultos dizerem aos meninos para onde podiam ir;
- Avisarem quando  os meninos se estavam a esquecer de ir para uma área;

Como não surgiram mais ideias, a Quina sugeriu que se fizesse um quadro (quadro de atividades) onde cada menino registasse as áreas para onde fosse ao longo de cada dia, para que cada um se lembrasse onde tinha estado e para onde não tinha ido. Assim, cada menino poderia decidir por si próprio o que fazer, não se esquecendo de nenhuma área.

O grupo gostou da ideia e, os meninos de 4 e 5 anos, reuniram com a educadora para discutirem os dados importantes a colocar no quadro. Na 4ª feira da semana passada, o quadro ficou pronto e começou a funcionar. Ainda é necessário ajudar alguns meninos, mas a pouco e pouco vão ficando mais independentes. Na 6ª feira vamos analisar os registos que temos no quadro.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Fantoches aqui e ali...

Já temos o biombo dos fantoches na área do faz de conta.



Ouvimos a história d' O Capuchinho Vermelho", combinamos as regras de uso dos fantoches e até construímos os nossos próprios fantoches!

projeto de roupa de 1 fantoche









Uns amigos da Quina que fazem fantoches deram-lhe algumas cabeças em madeira e ela trouxe-as para o JI. Foi a partir delas que trabalhámos.

 Primeiro escolhemos que fantoche íamos fazer, criamos os rostos dos nossos fantoches, escolhemos os tecidos e a decoração da roupa e fizemos o projeto em papel.
a colar os cabelos

Depois, a nossa educadora levou os tecidos para cozer e, na sala acabaram-se os fantoches, de acordo com o projeto que tínhamos feito.




a reproduzir o tecido para o projeto

















em diálogo com o fantoche
Agora vamos inventar histórias para contar com os nossos fantoches....