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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Permeavel ou impermeavel?

Estando às voltas com a estação do ano que há pouco começou e a propósito das roupas que nos obriga a usar, surgiu uma palavra que ninguém conseguiu definir: IMPERMEAVEL.
Como gostamos muito de aprender coisas novas, lançamo-nos na investigação e, desta vez, tivemos uma ajuda especial: o André, que é filho da Quina e que desde que era da nossa idade também gosta muito de investigar, tanto que já é adulto e continua a investigar ...
Ora, o André preparou umas experiências para nos ajudar a compreender o que quer dizer esta palavra e também a palavra PERMEAVEL, que significa o contrário da primeira.

No dia anterior já tínhamos conversado que permeavel é uma coisa que deixa passar a água e impermeavel uma coisa que a não deixa passar.

O André perguntou se alguém sabia porque é que uns materiais são permeaveis e outros impermeaveis. Como ninguém sabia, ele fez outra pergunta: "E o que é que acham que tem de acontecer para um material deixar passar a água?   Depois de pensarmos um bocadinho, a Inês F. pôs o dedo no ar  e disse "Eu acho que tem de ter buraquinhos".

Então  experimentamos deitar água num plástico e deitar água num tecido. O plástico não deixou passar a água (é impermeavel) mas o tecido deixou (é permeavel).

Todos os meninos observaram então os 2 materiais e a Inês F. disse que "as lãs do tecido, quando são cozidas umas nas outras para fazer o tecido, deixam uns buraquinhos muito pequeninos e a água passa por aí!"

O André sugeriu  que víssemos os 2 materiais no microscópio, para ver se todos conseguiam ver a diferença entre os materiais e confirmar se a Inês tinha ou não razão.

(Adorámos olhar pelo microscópio!)

Maravilha! Descobrimos então os tais buraquinhos que a Inês dizia!
"Parecem os quadrados do jogo do galo!", disse alguém.




Depois o André propôs que pusessemos areia num funil com filtro e, em seguida, deitássemos água - a água passou para o alguidar que estava debaixo do funil;

Depois fizémos a mesma experiência com barro - a àgua não passou pelo barro e continuou no funil

Conclusão: A areia é permeavel e o barro é impermeavel. A água passa pelos espaços entre os grãos de areia, mas não passa pelo barro.

Adorámos fazer estas experiências.

Obrigado, André! Quando voltares para o Brasil para o teu trabalho, continua a fazer experiências para depois vires cá fazer com a gente!

No final fizemos um jogo com a educadora e uns meninos eram o tecido ou o plástico e outros eram gotinhas de água que queriam passar para o outro lado....






































































experimentamos pôr água num plástico e num tecido para ver o que acontecia

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

1º dia de digitinta

1º dia, quer dizer, para os meninos novos, que os mais velhos já são velhos conhecidos desta técnica deliciosa!

Digitinta significa pintura com os dedos, mas como os meninos não sabem isso pintam com os dedos, com as mãos, com os braços e até houve quem pintasse o cabelo, a testa, uns bocaditos da roupa.... enfim... o que interessa é que reinou a animação e sentiram comprovadamente prazer nesta atividade sensorial e criativa.

 



 "A digitinta é uma técnica de expressão plástica, que consiste na mistura de água, farinha e corante, (eu desta vez fiz com tinta da pintura) possibilitando a realização de trabalhos em que a criança explora a textura, a cor e a criatividade, desenvolvendo a motricidade fina.” 

 Hoje utilizamos as cores verde, azul e branco
As crianças puderam descobrir que:
 azul + amarelo= verde
azul escuro+ branco= azul mais claro
verde escuro+ branco= verde mais claro

Falha da educadora:  Colocar imagens das imagens tiradas para papel e do painel lindíssimo que originaram.

Mas fica o convite: Quem quiser pode vir apreciá-las "ao vivo" no JI. 

domingo, 12 de maio de 2013

Afinal... o que era "a Vida " que despertámos?

O tempo passou e a "vida" despertou.
Já sabíamos que era uma forma de vida vegetal, que era uma planta, mas não sabíamos qual era. Afinal, ao fim dos 12 dias, em que todos os dias a pulverizamos duas vezes, nasceram uns cogumelos pequeninos e redondos! Em poucos dias cresceram e amadureceram.
Aprendemos com esta experiência que é possível aproveitar as borras de café para alimentar os esporos de cogumelo (que são as sementes para nascerem novos cogumelos).
Ainda vão nascer mais 2 vezes cogumelos e depois ainda se podem utilizar as borras de café para enriquecer a terra de uma horta ou de um jardim.
 Mais uma vez  verificámos que se pode reaproveitar um material ou um produto que parece que já não serve e fazer outra coisa a partir dele.


Reaproveitando ou reutilizando diminuímos a quantidade do lixo que se faz e podemos ter coisas novas.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Bichos da seda III

Ontem as meninas de 5 anos terminaram o trabalho sobre os bichos da seda e apresentaram-no aos amigos.


iniciaram falando dos ovos de onde nascem os bichos da seda

mostraram o bicho da seda em bebé, desenhado por elas

mostraram as folhas de amoreira que eles comem


...como o bicho cresce ao comer as folhas
o casulo feito com o fio que o bicho da seda deita

O bicho dentro do casulo a transformar-se em crisálida
a borboleta que corta o fio e sai de dentro do casulo
para acasalar e pôr os novos ovos

Terminaram mostrando uma outra borboleta que fizeram com lápis de cera aquecido e explicaram que  as borboletas do bicho da seda são apenas uma espécie entre muitas de borboletas que existem.



O trabalho foi muito bem apresentado, souberam dividir tarefas e respeitar os momentos de fala umas das outras. Falaram do principal da vida dos bichos da seda e, no final quiseram compilar em livro as imagens que tinham apresentado. Na capa representaram  em círculo, o ciclo da vida do bicho da seda.
 Mereceram uma grande salva de palmas dos amigos que assistiram.

No final, todos puderam observar com lupa os pequenos bichos, descobrir como são as suas patinhas, como caminham...






Houve ainda tempo para observarem diversos objetos à lupa e perceberem para que serve este instrumento.
 ... até se observaram uns aos outros, no meio de divertidas exclamações.... 

... no JI aprender é muito divertido!




 

 

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Cores e transparências

Sobraram muitos rebuçados  da nossa festa de Carnaval e a Quina guardou-os numa caixa. Agora, de vez em quando, após o almoço distribui alguns por nós.
Esta semana houve um dia em que todos comemos uns rebuçados embrulhados em papel vermelho transparente. Uma das meninas estava a brincar com o papel quando descobriu que através dele via as coisas  vermelhas. Todos os outros meninos fizemos a experiência com os nossos papéis. Era mesmo!



Então a Quina  foi buscar uma caixa com materiais e tirou de lá um pedaço de cartolina cor de laranja e perguntou aos meninos de que cor veriam se fizessem a experiência com a cartolina. Alguns responderam de pronto: " Cor de laranja! 
Então ela passou-nos a cartolina e todos experimentámos. Não se via nada!

Ed_ Porque será?
Filipa - Porque a cartolina está pintada muito forte e o papel de rebuçado está pintado levezinho.
Débora - Porque o papel é de plástico e o cor de laranja é cartolina.
Ed - Estou confusa, o papel é de plástico? Então o papel e o plástico não são materiais diferentes?
Débora - São, mas ...
Filipa - ...é porque um é maciinho e o outro não.
Então a Quina deu-nos um pouco de feltro verde fofinho e perguntou:
Ed- Este também é macio... o que vêem?
Vários meninos - Nada!
Ed - Então? Será que não é por ser macio que deixa ver o que está do outro lado?
Como ninguém dizia nada, deu-nos papel celofane para experimentarmos.
Verónica - Agora consigo ver... este papel também é transparente!
Ed - Boa! O papel é transparente, por isso deixa-nos ver o que está do outro lado. A cartolina é opaca, porque não nos deixa ver....
(...)
Depois experimentámos com diversas cores de papel celofane, até que começamos a ver através de 2 cores.
Adriana - É como fizemos com o arco íris ...
Débora - Não, é como fizemos as cores.... azul e encarnado dá roxo, amarelo e...
Inês J- ... vermelho dá laranja...
(...)

Reflexão da educadora:
Assim se faz a interdisciplinaridade em JI, assim se compreendem as relações da teoria com a realidade, a importância de aprender e de interrelacionar e aplicar o que aprendemos. 
E nem sempre é necessário que o educador planifique exaustivamente as atividades. Muito importante é que esteja atento às crianças, às suas observações  e  interesses porque partindo daí se fazem aquisições tão importantes como significativas.


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Composição das cores

Com tanto trabalho em volta da COR,
acabou por ser importante descobrir como se fazem as diferentes cores.



















E foi mais um assunto a ser tratado na última semana.




Hoje terminamos o ciclo das cores com a exploração de algumas cores que podemos retirar diretamente da natureza.

Usamos café, beterraba, couve roxa e ervas do pátio, mas há muitas outras coisas que podemos usar para fazer cores - ovos, flores, morangos, tomates, cenouras, terra ...










Experiências....

Da última vez combinámos que iríamos contar-vos das nossas experiências, pois cá vai:

  •  Partindo do trabalho sobre os dias da semana e as cores que escolhemos para cada um deles (as cores do arco-íris) surgiu uma curiosidade - como é que se forma o arco íris?
A educadora sugeriu que fizéssemos um arco íris mas ninguém sabia como proceder. Só sabíamos que era necessário haver chuva e sol. Então ela disse sabia e que tínhamos na sala tudo o que precisávamos.
"Vamos fazer uma experiência, não é?" - quase gritou a Marta que adora experiências.


Material:

- 1 recipiente transparente
- água
- 1 espelho
- 1 folha de papel branco
- luz do sol


Experiência  1 (na janela da sala)












Experiência  2 (na rua)











O que acontece para que isto se passe?

A luz do sol ao atravessar a água, muda de direcção (refracção) e cada cor que a compõe segue uma direcção diferente e nós conseguimos ver as cores separadas.




Mas ainda podemos ver as cores do arco-íris de outra forma .... usando Cd's






Depois cada menino pintou o arco-íris, não se esquecendo do Sol e da chuva ...