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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Dia do Livro infantil?

Porque existe um  Dia do Livro Infantil?

Será que continua a ser necessário destinar um dia a lembrar como os livros são importantes para o desenvolvimento global das crianças?
Desde o treino da motricidade exigida para conseguir passar folha a folha, o encanto dos olhos ao descobrir as imagens, o treino da leitura ao descobrir-lhes um sentido, o despertar para o mistério profundo das letras que as desafiam a aprender a ler, a abertura da mente para outros mundos e realidades, a viagem pelo reino fantástico da comunicação... tanto se pode falar e sentir quando o tema são os livros e a sua acção positiva sobre as crianças....  mas infelizmente -  SIM, continua a ser importante dedicar um dia especial aos livros. Ainda há crianças que só têm contacto com eles no jardim de infância ou no hipermercado, numa fugida pelo meio das compras. Ainda há crianças que têm livros, que os levam para o JI e que "imploram" que lhes leiam os livros porque em casa não há tempo para lho fazerem, embora até haja dinheiro para os comprar.

E os livros continuarão a ser  insubstituíveis companheiros de viagens e sonhos.

Hoje não fugimos à regra e li uma história após o almoço. No final, uma menina pediu-me: "Podes deixar esse livro na nossa biblioteca? É tão bonito!"
(na sala há a biblioteca, a que todos têm acesso diariamente; no gabinete há outros livros - aqueles que não cabem na biblioteca, que por algum motivo reservo para dias especiais, os livros dos meus filhos e que eles me permitiram levar para o JI, aqueles que me encantaram e que sendo meus trouxe para partilhar com eles e que por vezes ficam na biblioteca da sala ao longo de semanas...)

Hoje foi um livro de histórias tradicionais da minha filha e a escolha recaiu sobre As Botas de Sete Léguas, penso que pelo cheiro a magia e mistério que o nome destila.

No final, cada um partilhou qual a sua história preferida.


Como registo e para recordação do dia do livro infantil, cada criança criou o seu marca livros, onde assinalou a história que mais gosta.

 E fiquei feliz por ver que as histórias mais escolhidas continuam a ser aquelas que me encantaram a infância, e a dos meus filhos e as de tantas crianças que desde há trinta anos me privilegiam partilhando comigo o perfume das suas infâncias...





domingo, 23 de março de 2014

Saudades de um amigo...

Há quase um mês que o nosso amigo André Scherènne voltou  para França com os pais e os amigos do JI têm muita saudade dele. O André é um malandreco, um amigo brincalhão e bem disposto e sentimos a falta dele entre nós. Sabemos que para o ano vai voltar (quando os pais regressarem por alguns meses a Portugal), que ser mais crescido e vai ter muitas coisas para nos contar (e nós para lhe contarmos a ele), mas temos saudades!

Vamos mostrar o livro que fizemos para o André, para ele ver e lembrar-se de todos os amigos que aqui deixou. Mais uma vez as nossas mãos foram uns bons instrumentos de trabalho e nos mostraram que servem para ... tudo aquilo que quisermos imaginar (menos para bater...)

Com o dedo indicador fizemos o corpo do boneco que representa cada amigo na capa do livro. Na contracapa, os adultos  tiveram a sua representação...
Cada menino ditou uma história sobre a imagem que fez mas não foi possível copiá-la para aqui porque o livro foi entregue ao André logo de seguida a estar terminado, mas ficam aqui as bonitas criações dos amigos.

Histórias com mãos on PhotoPeach

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Hora do Conto

Hoje recebemos a visita da professora Adélia,  professora bibliotecária do nosso agrupamento, que veio contar-nos uma história, como fazia no ano passado.
O livro que escolheu falava sobre a família, as diferentes formas de família, a felicidade de ter uma família e de ter junto de nós as pessoas que amamos.

Conversou muito connosco, mostrou-nos no data show imagens  sobre as quais conversámos e, finalmente, leu-nos a história do livro.
Gostámos muito. Agora temos a tarefa de fazer um livro com as imagens que a prof. Adélia nos deixou.
Já começámos a colorir as imagens e a Quina deu-nos os parabéns porque todos estamos a colorir muito bem e com muito gosto.

A professora Adélia também nos deixou um baú cheiinho de "livros apetitosos para devorarmos".

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A hora do conto e a matemática

A professora Adélia veio de novo visitar-nos para contar uma história, mas desta vez trouxe uma surpresa que nos agradou muito: trouxe uma maleta com livros, que vamos poder explorar até quase ao fim do ano letivo!
 A história que nos contou também foi muito gira e, além disso foi interessante. O livro chama-se "A Guerra dos Números" e veio mesmo a propósito porque estivemos a reorganizar a  sala e temos uma área nova que se chama  "área da matemática".  Lá temos material para escrever (coisas de matemática), para carimbar, para jogar, para somar, para subtrair.... ainda estamos agora a iniciar a exploração e se calhar há muito mais coisas que se podem fazer e que ainda não descobrimos.
Mas, falando do livro, é muito interessante porque trata de um assunto que interessa a todos - aos adultos também, porque apesar de já serem crescidos e saberem muitas coisas às vezes parece que se esquecem de algumas bem importantes, como esta! O livro lembra-nos que todos somos importantes e que juntos somos mais fortes e melhores, valemos mais!


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Área da escrita e da leitura

Este ano a área da escrita e da leitura têm sido muitas vezes escolhidas.
As meninas de 5 anos andam muito interessadas em aprender a ler e a escrever, mas também alguns amigos mais novos escolhem muitas vezes esta área para as suas atividades.

Há algum tempo, a Marta e a Débora (5 A) foram para a biblioteca e fizeram uma "casa" com cadeiras e levaram livros para lá. Quando a Quina "as descobriu" tinham tirado as fichas de identificação de cada livro e tinham-nas misturado todas. Adivinham o que estavam a fazer?

Estavam a ler os títulos das fichas e a tentar fazer a identificação dos livros a que pertenciam, através da comparação das letras e palavras das capas dos livros. No fim de explicar o que estavam a fazer, uma delas perguntou à educadora, com alguma ansiedade: "Pode aprender-se a ler assim, não pode? Eu quero mesmo aprender a ler!"  

(Muitas vezes, as crianças vão buscar material para escrever e andam pela sala a escrever as palavras que encontram nas diferentes áreas, em caixas de jogos, em revistas, em livros... por isso é muito importante que  as palavras escritas estejam  "por toda a parte",  dando oportunidade a um contacto informal com a escrita, o qual contribui para a identificação das letras, compreensão da composição das palavras e, posteriormente dos processos de escrita e leitura.)

Esta semana recordamos as regras de utilização da biblioteca, relembramos forma de organização dos livros segundo temas -  cada um identificado por uma cor (dicionários - verde; livros de histórias - azul;  livros de imagens - amarelo, livros informativos - castanho; livros de poesia, adivinhas e lengalengas - vermelho ; revistas - cor de rosa; banda desenhada - roxo; colecções de imagens - creme)  e reintroduzimos as fichas para preencher quando se escolhe um livro.

Ainda esta semana, voltamos a levar livros para ler com a família, integrado no projeto "Ler em vai e vem", do Plano Nacional de Leitura.

casa das letras
Como já é habitual, cada criança tem um saco para transportar os livros e um livro de registo de leituras para ser preenchido pela família, mas este ano, acrescentamos um livro que vai sendo construído ao  longo do ano com trabalhos propostos pela educadora e feitos em casa com apoio da família.
A capa foi ilustrada livremente, mas todos os meninos quiseram usar a "casa das letras" para colar letras e números.



Para estimular a responsabilidade pelo livro que levam para casa, todas as crianças levaram um compromisso para assinar com a família.


Introduzimos também os quadros de registo de quem leva livros e de quem lê com a criança.






terça-feira, 20 de novembro de 2012

Hora do conto

Ontem tivemos a visita da professora Adélia, que nos veio contar mais uma história. Desta vez, o livro que trouxe para nos apresentar no datashow chama-se: "Donde vem a Pimenta?"

É um livro divertido. Diz coisas engraçadas e também ensina coisas interessantes.O livro tem uns desenhos (ilustrações) muito fixes.
Gostámos muito. Gostámos também de podermos participar a tentar descobrir como é que as coisas são a sério.
É assim: há uma pergunta e um menino do livro responde e depois nós pensamos um bocadinho e dizemos o que pensamos - Se está certo ou errado e como é que nós achamos que está bem.
No fim, a professora Adélia vira a página e lê qual é a resposta.

Deixou-nos umas imagens para nós fazermos um trabalho sobre o livro, mas ainda não tivemos tempo. Temos andado muito ocupados. Talvez amanhã....

sábado, 24 de março de 2012

Banda desenhada

Vimos na internet uma história muito bonita sobre os ovos da Páscoa. Chama-se "O Segredo dos Ovos de Páscoa". No final conversamos bastante sobre o significado da história. Concluímos que falava sobre os sentimentos bons que as pessoas têm umas pelas outras . o amor, a amizade, os desejos de coisas boas para as pessoas de quem gostamos.
A Quina disse-nos que tinha aquela história, mas sem imagens, só com texto e que tinha gostado muito da forma como esta estava ilustrada. Conversámos então sobre ilustração de histórias e quais os tipos de ilustrações que cada um de nós mais gosta. Quase todos gostamos mais de desenhos cheios de cores e com
imagens grandes. Então a nossa educadora propôs que ilustrássemos a história que tínhamos ouvido.
"E que tal em banda desenhada?" - sugeriu.

"Banda desenhada é na televisão"
"Não é nada, isso é bonecos"


"Estou a ver que há aqui alguma confusão. Na televisão podemos ver desenhos animados, que é diferente. Nos desenhos animados os personagens mexem-se, na banda desenhada não..."
"Eu sei o que é banda desenhada, nós temos na biblioteca - acrescentou o Dinis -  posso ir lá buscar um livro?"

Bem, analisado o que é BD e as suas caraterísticas lançamos mãos à obra:

1º - relemos a história e dividimo-la em partes (cada parte fica num espaço "rodeado por uma linha", " "não tem de ser um quadrado, pois não?" e depois vai ser ilustrada);
2º - decidimos que não íamos desenhar, íamos procurar nas imagens que a net tem ("há desenhos bué "nitos";
3º -analisamos o texto para descobrir as imagens que eram necessárias;
4º - fomos pesquisar e foi fácil decidir porque facilmente chegámos a acordo ("senão votamos!");
5º - imprimimos as imagens (foi muito divertido porque imaginávamos que, de dentro da impressora, iam sair lagartixas, cobras e corujas a sério e todos fazíamos barulho. Descobrimos que a Quina "fica toda arrepiada" com osgas!)
6º - colorimos as imagens com lápis de cor e recortamo-las;
7º - a história estava cortada em pedaços e tivemos de a organizar na sequência correta para a colar nos espaços certos

8º - no final, cada menino colou no sítio correto as imagens correspondentes ao texto que já lá estava colado.



















(Quando a Quina nos perguntou que sinal é que se colocava no final da frase em que pergunta o que há dentro dos ovos da Páscoa, o Gonçalo disse muito depressa "É o sinal de mistério!")








sexta-feira, 2 de março de 2012

Projeto da Semana de Leitura

Pedimos às nossas famílias que mandassem para o JI um retalho de tecido que tivesse pertencido a uma peça  que tivesse uma história para contar.... aguardamos pelos retalhos para segunda feira iniciarmos o trabalho, mas deixamos aqui o nosso projeto das actividades no âmbito da semana de leitura...


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Revolução na biblioteca

Já que vamos falar de livros podíamos começar assim:
Há 2 anos existia neste JI uma biblioteca muito organizada, com os livros todos registados e com fichas para os meninos preencherem de cada vez que consultavam algum livro.Um dia, chegou ao JI um menino pequenino que destruiu as fichas dos livros e as de registo de leituras e que até comeu as pontas de alguns livros. Foi  um desespero!! Mas esse menino cresceu e agora sabe tratar muito bem dos livros e até ensina os meninos mais novos a lidar com eles com cuidado.

Desta forma, pudemos voltar a organizar a biblioteca como dantes.... ou melhor!

Começámos por mudar o espaço da biblioteca para um sítio com mais luz solar e por incluir nela o espaço da escrita.
Fomos buscar mais livros que estavam guardados em caixotes e iniciámos a reflexão sobre como queríamos que a biblioteca funcionasse.

Classificamos os livros em: livros de histórias, livros de imagem, livros de banda desenhada, livros  informativos,  livros de poesia, rimas e adivinhas (onde também vamos pôr os de lengalengas), dicionários e temos ainda um espaço para revistas e jornais.  Em seguida, separámos os livros de acordo com a  classificação que tínhamos feito e ficámos com grupos de livros ("ou conjuntos" como disse o Diogo) que era necessário marcar.

Cada menino de 5 anos desenhou um símbolo para um conjunto (ex. o menino que ficou com a banda desenhada - dividiu o seu espaço em quadradinhos e em cada um desenhou uma cena; o que ficou com os livros informativos -desenhou um livro e escreveu letras e assim para cada grupo de livros). Fotocopiamos os símbolos desenhados e colámos na parte de trás de cada livro. Também marcamos as prateleiras em que devem ser arrumados com este símbolo.


Na parte de trás de cada livro há um  saquinho colado onde está uma etiqueta com o grupo a que pertence o livro de um lado e, do outro o nome do livro. Assim, quando o menino quer levar o livro para casa, retira esta etiqueta e coloca-a numa bolsa com o seu nome. Quando traz o livro, volta a colocar a etiqueta na contracapa do livro. Desta forma sabe-se sempre quem tem livro em casa e qual é.

Quando um menino quer ver um livro na sala, preenche uma ficha ou,se não souber ainda copiar os dados para o fazer, pede ajuda a alguém mais velho. No final de cada mês podemos saber quais os livros mais vistos ou quais e quantos livros viu cada menino.







Uma coisa muito interessante foi que construímos um hospital para os livros. Quando algum livro se estraga, vai para o hospital, onde a doutora Cristina ou a enfermeira Liliana os tratam antes de voltarem para a sua casa (estante) e poderem ser de novo vistos.






Também já iniciamos a "Leitura em vai e vem", integrada no Plano Nacional de Leitura.


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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Avaliação do Projecto "Leitura em Vai e Vem"

Adoramos livros. Principalmente de histórias, poesias e lengalengas. Também gostamos daqueles que têm muitas imagens, ou que nos explicam coisas.
Todos os anos temos participado no projecto "Leitura em Vai e Vem", tal como fizemos este ano. Utilizamos para o projecto os livros do "Baú de Livros" que a CMS nos empresta. Quando vêm trazer o primeiro baú do ano (mais tarde trocam-no por outro), há sempre a leitura de um livro especial ou uma pequena dramatização em que todos entramos e que é dinamizada pelo senhor António Júlio, que também faz teatro e é palhaço. Este ano dramatizamos uma história que fala de um pescador pobre que salvou uma sereia....

 À sexta-feira é dia de levar livros para casa. Juntamo-nos na área da biblioteca, lemos o que a pessoa que leu connosco em casa escreveu sobre o livro, registamos na tabela quem leu connosco e escolhemos um novo livro para levar. Depois marcamos na outra tabela quem levou livro para casa.
 Agora que chegamos quase ao final do ano lectivo, os baús vão ser recolhidos e nós fizemos o balanço/avaliação de como decorreu este ano o projecto. Contámos quantas vezes cada menino levou livros e escrevemos, depois fomos descobrir quem tinha sido a pessoa que mais tinha colaborado com cada menino em casa. Este ano, em quase todas as famílias foi a mãe. Mas também alguns pais e irmãos, bem como avós e a tia de um menino colaboraram. Todos os meninos vão receber um certificado de leitor e o A. que foi o menino que mais livros levou vai receber o certificado de "Leitor do Ano" e uma pequena surpresa.. Em cada família, a pessoa que mais participou vai receber o certificado de "Melhor Colaborador na Leitura".
No final de fazermos estas contas e concluirmos das tabelas o que nos interessava, cada menino preencheu a sua avaliação individual do projecto. (colocar exemplo de ficha de avaliação)

sexta-feira, 25 de março de 2011

O Livro Negro das Cores

A professora Adélia veio outra vez ler-nos um livro.
Este livro fala da forma como o Tomás, que é um menino invisual (aprendemos que invisual significa "Que não vê"), conhece as cores. A história é muito bonita. Chama-se "O Livro Negro das Cores"
Vimos o livro em data show, enquanto a professora Adélia ia lendo.
Estavam cá os amigos da EB e os do JI do Verdelho.

Aprendemos que existe um alfabeto para as pessoas invisuais poderem ler. Foi inventado por um senhor chamado Braille e por isso chama-se "Alfabeto Braille". Em vez de usar letras como as nossas tem sinais em relevo, todos os pontinhos no ar.(alfabeto Braille)

No fim fizemos um jogo engraçado. Havia um saco com coisas e um menino de cada vez, de olhos tapados, tirava um objecto lá de dentro e sentia-o: apalpava-o, cheirava-o... para tentar descobrir o que era. Quanto à cor, os amigos iam dando pistas até o menino descobrir.


Antes de se ir embora, a professora Adélia deixou-nos um desafio: fazermos o jogo mais tarde e registarmos em livro a experiência. Mas o livro tinha de ser feito com folhas pretas e escrito e desenhado a branco.
Gostámos tanto deste livro que, quando mandarmos o nosso para a professora Adélia, vamos escrever-lhe um carta para lhe agradecer.

Foi um dia muito divertido e aprendemos a compreender melhor como é ser invisual.
Andámos pela sala de olhos tapados e tínhamos de seguir as instruções dos nossos amigos para não batermos nos móveis, nem nas outras coisas que temos na sala.

Descobrimos que ser invisual torna as coisas mais difíceis e que é preciso viver com muito cuidado. Se encontrarmos alguém assim vamos ajudá-lo. Pode ser a atravessar a estrada, a não bater nas coisas, pode ser a não pôr os pés numa poça com água, ou falar-lhe do mundo à nossa volta.
Também aprendemos que os invisuais desenvolvem mais os outros sentidos para conseguirem perceber melhor o que se passa ou como são as coisas.





Fomos à internet ver como é o Alfabeto Braille e os meninos mais velhos escreveram o seu nome  dessa forma.