O nosso placar da entrada vai mudando de acordo com alguns temas que vamos trabalhando. A última transformação deu lugar ao aparecimento daprimavera, do qual deixamos aqui algumas imagens:
Uma pintura coletiva, feita ao ar livre...
Primeiro discutiu-se o que se ia desenhar e depois qual a tarefa de cada criança. Só depois se iniciou a pintura.
Mais uma vez falámos sobre o feriado do "25 deAbril" e o seu significado.
Todos os meninos puderam ver na internet imagens sobre esse dia bonito em que os cravos substituíram as balas nas armas, para além de ouvirem a história desses dias da nossa História, contada pela educadora.
No fim cada menino disse o que significa para si "ser livre" e fez um resumo do que aprendeu sobre o "25 de Abril".
Mais uma vez usamos o nosso corpo (as mãos) para criar... desta vez, cravos.
Como já é tradição na vivência da Páscoa na sala, fizemos uma caça ao tesouro . Era para ser um peddy paper no pátio, mas estava a chover e teve de ser adaptado para dentro de casa. Como temos a sala do prolongamento e o refeitório, foi aí que o Coelho da Páscoa escondeu o nosso tesouro, ou melhor, os nossos tesouros.
Trouxe-nos um tesouro para a sala com um puzzle e dois coelhos de chocolate para dividirmos entre todos e um tesouro para cada um de nós.
Tinha pistas para seguirmos, mensagens com tarefas para cumprir e acabou numa grande risada e muita alegria....
Na sexta-feira vamos partir para umas pequenas férias e em breve regressaremos cheios de energia e entusiasmo para continuar a aprender, a trabalhar e a brincar, que é como quem diz - a crescer...
Associamos a Páscoa à primavera e ao renascer da vidaque por todo o lado nos espreita. Por isso a relacionamos com os ovos que são a promessa de uma nova vida em de toda a aventura que isso representa.
Pensando em novas vidas fomos espreitar a caixinha dos ovos das borboletas de bicho da seda e descobrimos que já por lá rastejam alguns bichinhos escuros. Desde aí temos mais uma tarefa no nosso quadro - alimentar os bichos da seda. A nossa amoreira já está preparada - cheia de folhinhas tenras para os bichos da seda.
Páscoa
Fizemos para a nossa família uma lembrança de Páscoa, inspirada numa ideia que havia na internet:
Primavera
A primavera também está a chegar dentro da nossa sala. Olhando os materiais que temos pusemos a imaginação a trabalhar e um lindo jardim foi nascendo na sala...
Será que continua a ser necessário destinar um dia a lembrar como os livros são importantes para o desenvolvimento global das crianças? Desde o treino da motricidade exigida para conseguir passar folha a folha, o encanto dos olhos ao descobrir as imagens, o treino da leitura ao descobrir-lhes um sentido, o despertar para o mistério profundo das letras que as desafiam a aprender a ler, a abertura da mente para outros mundos e realidades, a viagem pelo reino fantástico da comunicação... tanto se pode falar e sentir quando o tema são os livros e a sua acção positiva sobre as crianças.... mas infelizmente - SIM, continua a ser importante dedicar um dia especial aos livros. Ainda há crianças que só têm contacto com eles no jardim de infância ou no hipermercado, numa fugida pelo meio das compras. Ainda há crianças que têm livros, que os levam para o JI e que "imploram" que lhes leiam os livros porque em casa não há tempo para lho fazerem, embora até haja dinheiro para os comprar. E os livros continuarão a ser insubstituíveis companheiros de viagens e sonhos.
Hoje não fugimos à regra e li uma história após o almoço. No final, uma menina pediu-me: "Podes deixar esse livro na nossa biblioteca? É tão bonito!"
(na sala há a biblioteca, a que todos têm acesso diariamente; no gabinete há outros livros - aqueles que não cabem na biblioteca, que por algum motivo reservo para dias especiais, os livros dos meus filhos e que eles me permitiram levar para o JI, aqueles que me encantaram e que sendo meus trouxe para partilhar com eles e que por vezes ficam na biblioteca da sala ao longo de semanas...)
Hoje foi um livro de histórias tradicionais da minha filha e a escolha recaiu sobre As Botas de Sete Léguas, penso que pelo cheiro a magia e mistério que o nome destila.
No final, cada um partilhou qual a sua história preferida.
Como registo e para recordação do dia do livro infantil, cada criança criou o seu marca livros, onde assinalou a história que mais gosta.
E fiquei feliz por ver que as histórias mais escolhidas continuam a ser aquelas que me encantaram a infância, e a dos meus filhos e as de tantas crianças que desde há trinta anos me privilegiam partilhando comigo o perfume das suas infâncias...
Hoje a Quina lançou-nos um desafio:vamos ajudar os meninos da sala que ainda não conhecem todas as cores?
Como vamos fazer?
Com a ajuda dos lápis de cor.
Os adultos prepararam uma superfície com 12 copos de plástico. Cada um tem um autocolante da cor dos lápis que irá ter lá dentro e tem escrito o nome da cor (assim a criança vai associando a escrita do nome à cor).
O trabalho dos meninos de 3 anos foi seleccionar os lápis de cada cor e fazer conjuntos com eles.
No fim, os meninos de 4 anos e 5 anos contaram quantos lápis há de cada cor e, os meninos de 5 anos, registaram numa folha. Depois ainda comparamos os conjuntos obtidos e vimos quais é que tinham mais/menos/ou igual número de elementos. Assim pudemos ordenar os conjuntos de acordo com a quantidade de elementos e os meninos mais velhos aproveitaram para treinar os números ordinais.
Também identificamos tons das cores (claro/escuro/médio/seco).
(Uau! Já repararam na quantidade de conceitos matemáticos que trabalhámos? E com todo o prazer, através de um trabalho-jogo)
Assim os meninos vão aprender mais depressa (e melhor) as cores, porque ao olharem para os copos têm as cores individualizadas e tomam mais consciência delas e dos seus nomes.
A sessão de movimento de 6ª feira foi ao som de Vivaldi e da sua famosa (e linda) Primavera.
Primeiro ouvimos a música de olhos bem fechados para a sentirmos melhor, depois dançamos livremente pela sala e no final, fizemos a nossa ginástica ao som de Vivaldi. Quase todos os meninos já conheciam a música, mas gostam sempre de a ouvir (e sentir) de novo.
(A educação estética passa também por habituar o ouvido a músicas diferentes das do dia a dia. Já neste ano letivo, tinha posto a tocar Mozart, numa música alegre e prazenteira e um dos meninos da sala veio ter comigo e perguntou-me se podia tirar "aquilo" e pôr uma música bonita....)
Há quase um mês que o nosso amigo André Scherènne voltou para França com os pais e os amigos do JI têm muita saudade dele. O André é um malandreco, um amigo brincalhão e bem disposto e sentimos a falta dele entre nós. Sabemos que para o ano vai voltar (quando os pais regressarem por alguns meses a Portugal), que ser mais crescido e vai ter muitas coisas para nos contar (e nós para lhe contarmos a ele), mas temos saudades!
Vamos mostrar o livro que fizemos para o André, para ele ver e lembrar-se de todos os amigos que aqui deixou. Mais uma vez as nossas mãos foram uns bons instrumentos de trabalho e nos mostraram que servem para ... tudo aquilo que quisermos imaginar (menos para bater...)
Com o dedo indicador fizemos o corpo do boneco que representa cada amigo na capa do livro. Na contracapa, os adultos tiveram a sua representação...
Cada menino ditou uma história sobre a imagem que fez mas não foi possível copiá-la para aqui porque o livro foi entregue ao André logo de seguida a estar terminado, mas ficam aqui as bonitas criações dos amigos.
Hoje plantámos o castanheiro que tínhamos semeado em novembro.
Estava dentro de um vaso e já não tinha espaço para se desenvolver mais. Tem 30 cm de altura e muitas folhinhas recortadas.
Plantámos o castanheiro ao fundo do pátio, perto da amoreira e da gamboeira que plantámos noutros anos.
Ainda não sabemos se o castanheiro vai pegar ou não, porque os castanheiros gostam de sítios onde o tempo seja mais frio e húmido do que em Achete, mais perto da serra da Estrela ou ainda mais longe daqui.
"Pois, observou o Manuel quando o senhor Carlos estava a explicar, aqui também já foi mais húmido, uns tempos mais atrás, mas agora chegou a primavera e está mais sol!"
Um menino estava a dizer que íamos semear o castanheiro, mas a Verónica explicou que não era semear que se chamava, era plantar. Para semear é necessário ter uma semente (por exemplo - a castanha que semeámos quando foi o S. Martinho), hoje plantámos (tínhamos uma planta, o castanheiro).
Também plantámos na terra o nosso pé de milho, porque já não tinha espaço para crescer mais na lata onde o semeámos há muitos meses.
Com a aproximação do Dia do Pai, temos passado algum tempo a conversar sobre afectos e sentimentos, bem como sobre a figura paterna, o seu valor na família e para cada criança.
A pedido do grupo preparamos uma surpresa para os pais, convidando-os para virem tomar café ao JI (dia do pai é dia 19, mas como é o feriado municipal, tivemos de antecipar para hoje), para passarem uns momentos especiais com os filhos ao mesmo tempo que descobriam o que tínhamos andado a preparar para eles com tanto carinho.
Pintura do Pai
Confecção dos bombons
Organização dos conjuntos de cores de papel celofane para embrulhar os bombons
A embrulhar os bombons
Os bonecos já cheios com os bombons
Pedimos aos pais que nos mandassem dizer o que significa para eles "Ser Pai" e recebemos respostas cheias de ternura, de amor e de sentido de responsabilidade.
Convidamos os pais para virem partilhar um "Café com surpresa" e hoje foi o grande dia de os receber. Terminado o almoço só faltava esperar por eles!
Os pais chegaram e tomaram café com direito a uma fatia de bolo entregue pelos filhos.
Depois os meninos, cantaram-lhes a canção "O meu Pai é grande", musicada pela educadora Alda Casqueiro.
Passou depois o PowerPoint organizado com as pinturas feitas por cada criança sobre o seu pai.
Cada imagem foi acompanhada pela apresentação do pai feita ao vivo pelo respectivo filho. O nervoso do momento fez com que as bonitas palavras pensadas voassem das suas cabecinhas, mas deixaram em seu lugar a doçura das suas vozes um pouco envergonhadas repetindo: "o meu pai é (....) e ele gosta de mim, ou "...e eu adoro-o" ou " ...e gosta muito de brincar comigo...".
Seguiu-se a "Saquinha das Surpresas" que desta vez não surpreendeu os meninos mas sim os pais, rodando entre eles para que partilhassem em voz alta o que significa "Ser Pai" e que tinham expressado nos cartões enviados para casa.
A tarde terminou com a entrega das prendas aos pais - bombons feitos pelas crianças, embalados em bonequinhos feitos a partir de reciclagem de garrafas de água.
Depois, os pais regressaram aos seus empregos, certamente embalados pelo carinho dos filhos e as crianças ficaram muito felizes por esta demonstração de interesse e de amor por parte dos pais.