sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Números...

"A ocasião faz o ladrão", diz a sabedoria popular, mas gostava de pegar neste dito e dar-lhe um sentido positivo.
 O jardim de infância é um local que deve ser rico de "ocasiões". Ao educador cabe estar desperto para as provocar e aproveitar. Deixo-vos um exemplo de uma dessas ocasiões produtivas a que é necessário estar atento:

Há alguns dias o R. (3 A) brincava fazendo desenhos com letras e números no quadro magnético.  Fui conversar um pouco com ele sobre o que estava a fazer e aproveitei para observar, usando o número 4 por ele colocado no quadro e um outro número 4 de outro material, que estava na caixa: " Olha , estes números são iguais!", "Pois é - respondeu ele- são quatros." "Olha - continuei - encontrei outro número igual a este (3) que aí tens. Será que há mais números iguais?", "Vou procurar!"- respondeu ele motivado.

Saí de ao pé dele e fui apoiar outra criança . Daí a pouco olhei para o quadro magnético. O R. tinha ordenado os algarismos e, por baixo deles, uma outra linha com todos os algarismos iguais aos de cima.

(Brincando ordenou os algarismos, identificou os que eram iguais entre si e agrupou-os segundo essa característica. Com uma pequena intervenção da minha parte, o R. organizou sozinho e com prazer uma aula de matemática, treinando competências importantes nesta área).

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Capas para os trabalhos

As nossas capas ficaram lindas!
Já estão quase todas terminadas. Como tínhamos dito são feitas em napa (obrigada firma "Trisca" pela oferta da napa!), escolhemos os peixinhos porque a nossa sala é a sala dos peixinhos, como já explicámos.








No fim de estarem cozidas com os peixinhos que cada menino escolheu e pintou para as  assistentes da sala saberem as cores seleccionadas por cada um e fazerem em napa das mesmas cores, só ficou a faltar os meninos desenharem com canetas de acetato, o mar e as bolinhas (bolhas) que os peixes deitam quando respiram.
Os que já sabem escreveram o seu nome e ... eis as nossas lindas capas:


domingo, 3 de novembro de 2013

Tradições à mistura

No dia 31, juntamos duas tradições - a portuguesa, não de pedir bolinhos porque o JI fica num local onde não moram pessoas( há apenas serviços e, bem, moram lá 2 pessoas), mas de comer broas; e a dos países anglo-saxónicos, de festejar o Dia das Bruxas.

Há algum tempo, a Inês J. trouxe uma abóbora semeada e cuidada por ela (parabéns Inês, belo trabalho!) para esculpirmos para o Dia das Bruxas. Nesta sexta-feira, transformámo-la (à abóbora) numa bela Lanterna do Jack, com uma vela dentro para iluminar o nosso lanche.

Desta forma, fizemos um lanche em que comemos as broas que confeccionamos e outras que os pais nos mandaram e bebemos um suco mágico, confeccionado pelas bruxas durante a noite.





A pequena bruxa Laura, trajada a rigor, distribuiu por todos gulodices, com alguma travessura à mistura.



sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Broas de milho - à descoberta do milho (conclusão)

Terminámos da melhor maneira o projeto de descoberta do milho - fomos fazer broas de milho e mel a casa dos avós da Laura.

Mas, primeiro tivemos de preparar tudo bem:

-  fizemos aventais e chapéus de pasteleiro para não nos sujarmos e também para cumprir as regras de higiene alimentar, porque quando se preparam alimentos devemos estar bem limpinhos, lavar as mãos e ter o cabelo tapado para não cair nenhum para a comida.

Até os meninos mais novos coseram os seus aventais!


Ao fazer os chapéus de pasteleiro aprendemos a fazer uma coisa nova - contornar um desenho antes de o pintar.






No dia 30, logo de manhã fomos na carrinha até ao "Chicote", o restaurante dos avós e do pai da Laura. Era dia de encerramento do restaurante  por isso não incomodamos nada. Esperava por nós a  tia da Laura, que nos orientou e ajudou a fazer tudo. Foi muito querida! (Obrigada Létinha!)

Confecção das broas


Eis os pequenos pasteleiros em acção 


A combinar como iríamos fazer e a observar o que cada um tinha trazido para as broas.











Todos participaram pondo os ingredientes







mexendo a massa




modelando as broas



enfeitando-as com nozes ou amêndoas


mas na hora de levar ao lume, de aquecer o forno ou colocar e tirar as broas no forno foi a vez dos adultos porque no lume os meninos sabem que não podem mexer!



Tiveram a sua participação, observando como se faz,  aprendendo o nome dos objetos utilizados, fazendo perguntas a aprendendo regras de segurança.




Já no jardim de infância, à tarde, fizemos as cestinhas para pôr as broas que vamos levar para as nossas famílias provarem.


terça-feira, 29 de outubro de 2013

Trim...trim....encomenda para o Jardim!

A semana passada recebemos uma encomenda.

Depois de almoço, tentámos descobrir o que estaria dentro aquela caixa grande e espalmada que foi entregue de manhã.


  A encomenda trouxe um suporte grande para colocar o pilhão,  pilhões grandes, pilhões pequenos e cartazes.

Porque "de pequenino se torce o pepino", como diz a nossa tradição oral, no anterior ano letivo  inscrevemo-nos no projeto "O Pilhão vai à Escola" com o objetivo de sensibilizar as crianças e a restante comunidade escolar para a necessidade de recolher as pilhas e baterias usadas.

Individualizámos os nossos pilhões pequenos com um desenho  e levámo-los para casa para começarmos a encher com a ajuda de todos.

Alguns amigos já começaram a trazer pilhas! Vamos ver quantos pilhões conseguimos encher até ao final do ano...

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Outono - Como se faz o vinho?

Na semana passada a Inês J. e a Verónica ensinaram-nos :

Como se faz o vinho

"Cortamos os cachos das parreiras ou videiras.

Pomos as uvas em baldes e despejamos no tractor que as vai levar para o lagar.







No lagar despejam-se em tanques grandes - patamares - que têm uma prensa para esmagar as uvas.

As pessoas vão descalças lá para dentro esmagar as uvas com os pés ou então as uvas são esmagadas com máquinas.
A Inês ajudou o avô a pisar as uvas

O tanque tem uma rolha que se tira e o líquido corre para dentro de um balde. O mosto, as peles e o lixo não conseguem.

(O avô tira o lixo que corre por cima com uma pá minha que tem um pau na ponta para chegar mais longe)

O vinho vai aquecer e fermentar ou curtir.

O avô depois vasa um bocadinho para os tonéis com torneiras e fica lá o vinho para beber.
Tem de se esperar muitos dias até o vinho estar pronto. Prova-se no Dia de S. Martinho."

No fim, aprendemos umas quadras e fizemos um trabalho sobre as uvas.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Mais um habitante...

(De que forma se trabalham  as orientações curriculares que norteiam o trabalho no JI?... e as áreas de desenvolvimento com cada criança?
Algumas vezes irei explicar o "porquê" ou o "como" das atividades que vou postando, de forma a que todos possam compreender de maneira mais exata os objectivos do trabalho que é realizado com os filhos e educandos).

Chegou no dia 15 mais um habitante para a nossa sala.
Veio dentro de um saco de plástico, com água e bem fechado para não entornar nem deixar sair o novo ser vivo que vem morar na nossa sala. Foi a Cristina quem o trouxe.

Já adivinharam do que se trata?
Sim, é um peixinho! Um lindo peixinho cor de laranja e branco, com grandes barbatanas e uma cauda transparente.

A Cristina arranjou-nos um grande problema!
-  Onde iríamos pôr o peixinho se não temos aquário?
O grupo discutiu o assunto e alguém deu a sugestão de fazermos um aquário.
-  Mas como? Com o quê?
Como alguns meninos têm peixes em casa, informaram como arranjaram os seus aquários: a mãe comprou.... o pai construiu com vidro  e cola especial... é uma banheira de bebé.... um alguidar...
A partir daí surgiram várias ideias:  com uma taça de plástico....com cartão... e a Quina sugeriu a ideia que acabou por ser a que todos aceitaram - com um garrafão de plástico. Discutimos como se iria fazer e a Adriana teve a melhor ideia para aproveitar o garrafão de forma a que o peixinho tivesse o máximo de espaço.
Temos conchas e búzios na sala, a Cristina trouxe pedrinhas e fizemos uma casa deliciosa para o peixinho.


( é importante que as crianças equacionem os problemas, se habituem a procurar soluções, pensando e discutindo entre si as vantagens ou desvantagens e a viabilidade das mesmas. Por outro lado, foi também intenção que percebessem que nem tudo o que queremos tem de ser comprado, nós podemos aproveitar- reutilizar - materiais e mesmo reciclá-los alterando-os de acordo com a nova função que lhe pretendemos dar)

Resolvido este problema apareceu outro:
- Que nome daríamos ao peixinho?

Os meninos sugeriram nomes, a Quina escreveu-os e no final votámos para escolher o que a maioria gostava mais. E foi assim que foi batizado de  Princesa - Princesa Peixinha (pensamos que é uma fêmea)

(Faz parte do crescimento aprender dar e a ouvir opiniões, perceber como funciona a sociedade e habituar-se desde cedo a respeitar a opinião da maioria, principalmente quando difere da nossa)

Hoje decidimos que a nossa sala vai ser a sala dos peixinhos. Como estamos a fazer as pastas para os trabalhos, escolhemos desenhos de peixinhos e pintámo-los de acordo com a forma como queremos que fiquem na pasta (A pasta é feita em napa e o peixinho vai ser aplicado também em napa de um dos lados).

( Cada criança pode decidir qual o peixe que quer e as cores que irá ter. Por outro lado, ao pintar o peixe está a aprender os rudimentos da planificação de um trabalho. - primeiro planeio e depois aplico).

A educadora colocou sobre a mesa de trabalho pedaços de napa das cores que há para fazer os peixes e as crianças de 4 e 5 anos escolheram os lápis para pintar de acordo com essas cores; antes de começar a colorir, as crianças de 3 anos identificaram as cores dos pedaços de napa e seleccionaram os lápis de cada cor, fazendo um grupo de lápis debaixo da cor respetiva.







( Desta forma  trabalharam o conhecimento das cores - identificaram a cor, o nome da mesma, seleccionaram os lápis e agruparam-nos de acordo com uma característica).