domingo, 3 de novembro de 2013

Tradições à mistura

No dia 31, juntamos duas tradições - a portuguesa, não de pedir bolinhos porque o JI fica num local onde não moram pessoas( há apenas serviços e, bem, moram lá 2 pessoas), mas de comer broas; e a dos países anglo-saxónicos, de festejar o Dia das Bruxas.

Há algum tempo, a Inês J. trouxe uma abóbora semeada e cuidada por ela (parabéns Inês, belo trabalho!) para esculpirmos para o Dia das Bruxas. Nesta sexta-feira, transformámo-la (à abóbora) numa bela Lanterna do Jack, com uma vela dentro para iluminar o nosso lanche.

Desta forma, fizemos um lanche em que comemos as broas que confeccionamos e outras que os pais nos mandaram e bebemos um suco mágico, confeccionado pelas bruxas durante a noite.





A pequena bruxa Laura, trajada a rigor, distribuiu por todos gulodices, com alguma travessura à mistura.



sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Broas de milho - à descoberta do milho (conclusão)

Terminámos da melhor maneira o projeto de descoberta do milho - fomos fazer broas de milho e mel a casa dos avós da Laura.

Mas, primeiro tivemos de preparar tudo bem:

-  fizemos aventais e chapéus de pasteleiro para não nos sujarmos e também para cumprir as regras de higiene alimentar, porque quando se preparam alimentos devemos estar bem limpinhos, lavar as mãos e ter o cabelo tapado para não cair nenhum para a comida.

Até os meninos mais novos coseram os seus aventais!


Ao fazer os chapéus de pasteleiro aprendemos a fazer uma coisa nova - contornar um desenho antes de o pintar.






No dia 30, logo de manhã fomos na carrinha até ao "Chicote", o restaurante dos avós e do pai da Laura. Era dia de encerramento do restaurante  por isso não incomodamos nada. Esperava por nós a  tia da Laura, que nos orientou e ajudou a fazer tudo. Foi muito querida! (Obrigada Létinha!)

Confecção das broas


Eis os pequenos pasteleiros em acção 


A combinar como iríamos fazer e a observar o que cada um tinha trazido para as broas.











Todos participaram pondo os ingredientes







mexendo a massa




modelando as broas



enfeitando-as com nozes ou amêndoas


mas na hora de levar ao lume, de aquecer o forno ou colocar e tirar as broas no forno foi a vez dos adultos porque no lume os meninos sabem que não podem mexer!



Tiveram a sua participação, observando como se faz,  aprendendo o nome dos objetos utilizados, fazendo perguntas a aprendendo regras de segurança.




Já no jardim de infância, à tarde, fizemos as cestinhas para pôr as broas que vamos levar para as nossas famílias provarem.


terça-feira, 29 de outubro de 2013

Trim...trim....encomenda para o Jardim!

A semana passada recebemos uma encomenda.

Depois de almoço, tentámos descobrir o que estaria dentro aquela caixa grande e espalmada que foi entregue de manhã.


  A encomenda trouxe um suporte grande para colocar o pilhão,  pilhões grandes, pilhões pequenos e cartazes.

Porque "de pequenino se torce o pepino", como diz a nossa tradição oral, no anterior ano letivo  inscrevemo-nos no projeto "O Pilhão vai à Escola" com o objetivo de sensibilizar as crianças e a restante comunidade escolar para a necessidade de recolher as pilhas e baterias usadas.

Individualizámos os nossos pilhões pequenos com um desenho  e levámo-los para casa para começarmos a encher com a ajuda de todos.

Alguns amigos já começaram a trazer pilhas! Vamos ver quantos pilhões conseguimos encher até ao final do ano...

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Outono - Como se faz o vinho?

Na semana passada a Inês J. e a Verónica ensinaram-nos :

Como se faz o vinho

"Cortamos os cachos das parreiras ou videiras.

Pomos as uvas em baldes e despejamos no tractor que as vai levar para o lagar.







No lagar despejam-se em tanques grandes - patamares - que têm uma prensa para esmagar as uvas.

As pessoas vão descalças lá para dentro esmagar as uvas com os pés ou então as uvas são esmagadas com máquinas.
A Inês ajudou o avô a pisar as uvas

O tanque tem uma rolha que se tira e o líquido corre para dentro de um balde. O mosto, as peles e o lixo não conseguem.

(O avô tira o lixo que corre por cima com uma pá minha que tem um pau na ponta para chegar mais longe)

O vinho vai aquecer e fermentar ou curtir.

O avô depois vasa um bocadinho para os tonéis com torneiras e fica lá o vinho para beber.
Tem de se esperar muitos dias até o vinho estar pronto. Prova-se no Dia de S. Martinho."

No fim, aprendemos umas quadras e fizemos um trabalho sobre as uvas.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Mais um habitante...

(De que forma se trabalham  as orientações curriculares que norteiam o trabalho no JI?... e as áreas de desenvolvimento com cada criança?
Algumas vezes irei explicar o "porquê" ou o "como" das atividades que vou postando, de forma a que todos possam compreender de maneira mais exata os objectivos do trabalho que é realizado com os filhos e educandos).

Chegou no dia 15 mais um habitante para a nossa sala.
Veio dentro de um saco de plástico, com água e bem fechado para não entornar nem deixar sair o novo ser vivo que vem morar na nossa sala. Foi a Cristina quem o trouxe.

Já adivinharam do que se trata?
Sim, é um peixinho! Um lindo peixinho cor de laranja e branco, com grandes barbatanas e uma cauda transparente.

A Cristina arranjou-nos um grande problema!
-  Onde iríamos pôr o peixinho se não temos aquário?
O grupo discutiu o assunto e alguém deu a sugestão de fazermos um aquário.
-  Mas como? Com o quê?
Como alguns meninos têm peixes em casa, informaram como arranjaram os seus aquários: a mãe comprou.... o pai construiu com vidro  e cola especial... é uma banheira de bebé.... um alguidar...
A partir daí surgiram várias ideias:  com uma taça de plástico....com cartão... e a Quina sugeriu a ideia que acabou por ser a que todos aceitaram - com um garrafão de plástico. Discutimos como se iria fazer e a Adriana teve a melhor ideia para aproveitar o garrafão de forma a que o peixinho tivesse o máximo de espaço.
Temos conchas e búzios na sala, a Cristina trouxe pedrinhas e fizemos uma casa deliciosa para o peixinho.


( é importante que as crianças equacionem os problemas, se habituem a procurar soluções, pensando e discutindo entre si as vantagens ou desvantagens e a viabilidade das mesmas. Por outro lado, foi também intenção que percebessem que nem tudo o que queremos tem de ser comprado, nós podemos aproveitar- reutilizar - materiais e mesmo reciclá-los alterando-os de acordo com a nova função que lhe pretendemos dar)

Resolvido este problema apareceu outro:
- Que nome daríamos ao peixinho?

Os meninos sugeriram nomes, a Quina escreveu-os e no final votámos para escolher o que a maioria gostava mais. E foi assim que foi batizado de  Princesa - Princesa Peixinha (pensamos que é uma fêmea)

(Faz parte do crescimento aprender dar e a ouvir opiniões, perceber como funciona a sociedade e habituar-se desde cedo a respeitar a opinião da maioria, principalmente quando difere da nossa)

Hoje decidimos que a nossa sala vai ser a sala dos peixinhos. Como estamos a fazer as pastas para os trabalhos, escolhemos desenhos de peixinhos e pintámo-los de acordo com a forma como queremos que fiquem na pasta (A pasta é feita em napa e o peixinho vai ser aplicado também em napa de um dos lados).

( Cada criança pode decidir qual o peixe que quer e as cores que irá ter. Por outro lado, ao pintar o peixe está a aprender os rudimentos da planificação de um trabalho. - primeiro planeio e depois aplico).

A educadora colocou sobre a mesa de trabalho pedaços de napa das cores que há para fazer os peixes e as crianças de 4 e 5 anos escolheram os lápis para pintar de acordo com essas cores; antes de começar a colorir, as crianças de 3 anos identificaram as cores dos pedaços de napa e seleccionaram os lápis de cada cor, fazendo um grupo de lápis debaixo da cor respetiva.







( Desta forma  trabalharam o conhecimento das cores - identificaram a cor, o nome da mesma, seleccionaram os lápis e agruparam-nos de acordo com uma característica).


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Carimbagem - ainda o milho

 A Diana (filha da  Quina) veio passar o dia com a gente e ajudou-nos a fazer carimbagem com os carolos do milho, as maçarocas e as camisas. As nossas mãos ficaram todas pintadas também, mas vejam como nós gostamos!

Apesar da careta que estou a fazer, eu adorei! Só que ao princípio achei um bocadinho esquisito! 


A Lara até está de língua de fora!

Iaci e a Boneca

Fizemos  um  cartaz com a história da "Iaci e a Boneca", recontada por nós. Foi um trabalho de grupo em que cada grupo tinha pelo menos 1 amigo de cada idade. Tínhamos o material de construção e podíamos usar o que quiséssemos na parte que estávamos responsáveis por ilustrar.

(Para os mais pequenos foi a primeira experiência e trabalharam encantados, primeiro receando não serem capazes, mas depois com ideias e muita vontade de fazer - foi bom para a auto-estima de cada um, pois o resultado final agradou a todos.)

















Iaci e a boneca